Exercício de análise sintática

Hoje vamos explorar um dos assuntos que mais amo: análise sintática. Para isso, escolhi duas frases. Vamos analisá-las?

Frase 1

Os atletas jogaram a partida contra o time da casa.

Qual o sujeito da oração? Os atletas.

Qual o núcleo do sujeito? Atletas.

Qual predicado (o que se diz do sujeito)? Jogaram a partida contra o time da casa.

Qual o núcleo do predicado? Jogaram.

Como classificamos o verbo da oração? Jogaram, verbo transitivo direto.

Qual o objeto direto? A partida contra o time da casa.

Qual o núcleo do objeto? Partida.

Como classificamos contra o time da casa? Adjunto adnominal de partida. 

Frase 2

O réu compareceu perante o juiz para ouvir a sentença.

Qual o sujeito da oração? O réu.

Qual o núcleo do sujeito? Réu.

Qual predicado (o que se diz do sujeito)? Compareceu perante o juiz para ouvir a sentença.

Qual o núcleo do predicado? Compareceu.

Como classificamos o verbo da oração? Compareceu, verbo intransitivo neste contexto.

Como classificamos perante o juiz?Adjunto adverbial de lugar (compareceu onde, em que lugar?).

Como classificamos para ouvir a sentença? Adjunto adverbial de finalidade (compareceu para/com a finalidade de). 

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Usos do porquê – exercício de fixação

Já falamos sobre o emprego correto do porquê. Agora vamos colocar em prática as regras ensinadas.

Exercício – Usos do porquê

Preencha as lacunas com por que, porque, por quê ou porquê:

a) José não revelou ________ não compareceu ao escritório.

b) Os noivos estavam felizes ________ o dia do casamento havia chegado.

c) Eis o _________ da minha visita.

d) Marcos não veio _________ estava ocupado.

e) ________ houve um engarrafamento, o menino chegou atrasado.

f) Não sabíamos o ________ de tanta alegria.

g) Você não compareceu ao trabalho _________?

h) Os caminhos _________ percorremos são valiosos.

i) __________ você não faz a prova?

j) Voltamos _________ estava tarde.

k) __________ Mariana não fez a pizza?

l) Mariana não fez a pizza ________?

m) Eu imagino o ________ dessa alegria.

Resposta do exercício – Usos do porquê

Confira o exercício corrigido:

a) José não revelou por que não compareceu ao escritório.

b) Os noivos estavam felizes porque o dia do casamento havia chegado.

c) Eis o porquê da minha visita.

d) Marcos não veio porque estava ocupado.

e) Porque houve um engarrafamento, o menino chegou atrasado.

f) Não sabíamos o porquê de tanta alegria.

g) Você não compareceu ao trabalho por quê?

h) Os caminhos por que percorremos são valiosos.

i) Por que você não faz a prova?

j) Voltamos porque estava tarde.

k) Por que Mariana não fez a pizza?

l) Mariana não fez a pizza por quê?

m) Eu imagino o porquê dessa alegria.

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Precisam-se de estagiários?

A frase Precisam-se de estagiários não está correta em termos de concordância verbal. O certo é Precisa-se de estagiários. Neste caso, estagiários é complemento do verbo precisar.

Perceba que estagiários se liga ao verbo por meio da preposição de. Portanto, não pode ser sujeito da oração, pois não existe sujeito regido de preposição. Neste caso, o se é uma partícula de indeterminação do jeito = alguém (se) precisa de estagiários.

Veja outros exemplos:

Não se necessita mais desses documentos.

É necessário que se recorra a outros meios.

Não se acredita mais naquelas notícias.

É preciso que se façam pesquisas quando se trata de figuras políticas.

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Exercício de revisão de texto

No texto da imagem a seguir, encontramos algumas falhas em relação ao bom uso da língua portuguesa:

Primeiro transcreverei o texto já revisado; depois explicarei cada ponto, exceto as abreviações. 

“URGENTE: A Fiocruz acaba de soltar uma nota informando que o vírus chinês está no Brasil desde janeiro e que no mesmo mês houve vários óbitos pela Covid-19. Ou seja, o Carnaval foi a porta que disseminou o vírus no país! Os governadores e prefeitos têm que ser responsabilizados!” 

Agora explicando, os pontos revisados foram:

Desde de = desde de são preposições, não podem vir juntas. É importante falar da origem da preposição desde: ela vem do latim ex de, expressão que indica o ponto do qual se inicia algo. Ou seja, desde já contém em si a preposição de. Portanto, desde de, além de redundante, é ilógico.  

Houve = o verbo haver no sentido de existir não varia porque não tem sujeito.

…informando que o vírus chinês está no Brasil desde janeiro e que… = aqui eu retirei a vírgula porque ela não está bem empregada, uma vez que separa o segundo complemento de “informando”: informando que o vírus chinês está no Brasil desde janeiro e que

Vários óbitos = concordância.

Os governadores e prefeitos têm que… = o verbo ter no plural recebe acento circunflexo.

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Como usar corretamente “o mesmo”

Na frase Interrogado, o mesmo confirmou tudo, temos uma forma usual, mas não correta, da palavra “mesmo”.

As pessoas comumente empregam essa palavra na função pronominal, ou seja, na substituição de um pronome ou substantivo. Esse uso, porém, não é recomendado pela gramática-padrão. 

Ou seja, não devemos usar o pronome “mesmo” (o mesmo, a mesma, os mesmos, as mesmas) em substituição a “ele/ela, eles/elas” porque “mesmo” não é pronome pessoal. 

Veja os usos corretos de “mesmo”: 

É aqui mesmo que eu quero morar. (advérbio = de fato, realmente, justamente) 

Luana estuda a semana inteira. Mariana faz o mesmo(substantivo = a mesma coisa) 

Mesmo sem querer, Maria respondeu ao questionário. (conjunção concessiva = ainda que) 

Eles mesmos fizeram o jantar, para surpresa da mãe. (pronome/adjetivo = próprios) 

Esses são os usos de “mesmo” aceitos pela gramática-padrão.

Portanto, a frase que encabeça esta postagem, escrita segundo a gramática, fica assim: 

Interrogado, ele confirmou tudo. = ou o réu, o homem… nunca “o mesmo”, já que “mesmo” não substitui nome. 

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Procura-se biólogos?

A frase Procura-se biólogos para trabalhar em escola particular não está correta em termos de concordância verbal.  

O certo é ProcuraM-se biólogos para trabalhar em escola particular, porque, dentro da frase, biólogos funciona como sujeito. E o sujeito (aquele de quem se diz algo) concorda sempre com o seu verbo.

A dificuldade aqui decorre do fato de o verbo estar na voz passiva, aquela em que o sujeito sofre a ação, mas ainda assim continua sendo o sujeito. E o “se” substitui o agente da passiva (quem está contratando biólogos).

Outra forma de escrevermos a mesma frase seria assim:

Biólogos são procurados para trabalhar em escola particular.

O sujeito (biólogos) sofre a ação de ser procurado. O “se” marca a pessoa que procura os biólogos, no caso, o agente da passiva, o qual, neste contexto, não sabemos quem é: alguém procura biólogos para trabalhar em uma escola particular.

A regra de concordância na voz passiva é esta:

Verbo transitivo direto (VTD) + se + nome/sujeito = o verbo concorda com o nome/sujeito.

Veja mais exemplos:

Vendem-se roupas usadas. (Roupas usadas são vendidas.)

Compram-se moedas antigas. (Moedas antigas são compradas.)

Escolhem-se maridos inteligentes. (Maridos inteligentes são escolhidos.)

Contrata-se babá. (Babá é contratada.) = Note que babá está no singular, portanto, o verbo continua no singular.

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Como construir uma redação nota mil

O texto dissertativo-argumentativo (mais conhecido como redação) é geralmente solicitado em provas de concursos, vestibulares e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesse tipo de texto, o candidato precisa defender um ponto de vista, utilizando para isso argumentos válidos.

No caso específico do Enem, é exigido ainda que o candidato apresente propostas de solução para os problemas levantados na argumentação.

Características do texto argumentativo-dissertativo

Normalmente o texto dissertativo-argumentativo trata de assuntos socialmente relevantes e, especialmente no Enem, seu tema envolve questões relacionadas ao Brasil e a problemas do país.

As principais características do texto argumentativo-dissertativo são:

  • Presença de uma tese (ponto de vista), normalmente no primeiro parágrafo.
  • Desenvolvimento com argumentos que comprovem a tese.
  • Fundamentação dos argumentos a partir de conhecimentos de diversas áreas.
  • Conclusão em forma de síntese ou com propostas de solução para o(s) problema(s) apresentado(s).
  • Uso da norma-padrão da língua portuguesa.
  • Emprego correto dos elementos de coesão e coerência da língua portuguesa.

Estrutura do texto argumentativo-dissertativo

O texto argumentativo-dissertativo apresenta estrutura rígida, dividida em três partes fundamentais: introdução, argumentação (ou desenvolvimento) e conclusão.

  • Introdução – É a parte inicial do texto, que se divide em duas subpartes: apresentação do tema e explicitação da tese a ser defendida. A tese é o ponto de vista/opinião do autor do texto acerca do tema proposto.
  • Argumentação – Também chamada de desenvolvimento, contém a defesa da tese por meio de argumentos, os quais devem confirmar o ponto de vista do autor. Um argumento é composto de duas partes: a fundamentação e a análise do fundamento. Na fundamentação, o autor deve provar que seu ponto de vista está correto, utilizando para isso, por exemplo, citações de autoridade, referências históricas, conceitos teóricos consagrados ou notícias publicadas em jornais reconhecidos. Na análise do fundamento, o autor deve demonstrar a relação entre a prova levantada e a tese proposta.
  • Conclusão – É a parte final do texto, que pode ser em forma de síntese ou de proposta(s) de solução. Na conclusão por síntese, o autor repete os argumentos resumidamente e conclui o texto afirmando a veracidade da tese; na conclusão com propostas de solução, o autor deve retomar o(s) problema(s) discutido(s) na argumentação e propor intervenções que eliminem ou diminuam o(s) problema(s). As soluções sugeridas devem ser detalhadas, com indicação dos seus possíveis agentes (quem executará), ações (o que será feito), meios (como a solução será produzida) e efeitos (o que será gerado com a aplicação da solução).

Como fazer um bom texto dissertativo-argumentativo

O primeiro passo para construir um bom texto dissertativo-argumentativo é fazer um projeto de texto, escrevendo e preenchendo, em uma folha à parte, os seguintes tópicos:

  • Tema: escreva a frase temática inteira, não a resuma.
  • Tese: escreva qual será o ponto de vista defendido no texto.
  • Argumentos: escreva os fundamentos que serão usados em cada argumento (é importante que a dissertação contenha pelo menos dois argumentos); depois diga como cada fundamento comprova a tese acima citada.
  • Propostas de solução: no caso do Enem, é preciso sugerir formas de diminuir ou acabar com os problemas discutidos no texto. Apresente essas soluções, detalhando as ações, os agentes, os meios e as consequências para cada solução.

Sugestões para escrever melhor

  • Pratique sempre a escrita de textos dissertativo-argumentativos e, se possível, peça a algum profissional que corrija seus textos.
  • Esteja sempre atualizado a respeito da situação do Brasil e do mundo para poder ter argumentos na hora de defender seus pontos de vista.
  • Estude a língua-padrão e preste atenção à forma como os textos são escritos, pois nós aprendemos a escrever melhor quando lemos textos de qualidade.
  • Tenha autoconfiança. Acredite em si. Persista, pois a perfeição vem com a prática.

Exemplos de texto dissertativo-argumentativo

Texto 1

Este texto, escrito por Rylla Lídice Varela de Melo, do Rio Grande do Norte, alcançou nota 1000 no Enem de 2018,

“A obra musical “Admirável Chip Novo”, da cantora Pitty, retrata a manipulação das ações humanas em razão do uso das tecnologias, que findam por influenciar o comportamento dos indivíduos. Não obstante, tal questão transcende a arte e mostra-se presente na realidade brasileira através da filtragem de dados na internet e sua utilização como ferramenta de determinação de atitudes, consequência direta do interesse do mercado globalizado e da vulnerabilidade dos usuários. Assim, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Convém ressaltar, a princípio, o estabelecimento do comércio virtual e sua contribuição para a continuidade da problemática. Quanto a esse fator, é válido considerar a alta capacidade publicitária da web, bem como sua consolidação enquanto espaço mercantil – possibilitador de compra e venda de produtos. Sob esse aspecto, o célebre géografo, Milton Santos, afirma a existência de relação entre o desenvolvimento técnico-científico e as demandas da globalização, justificando, assim, a constante oferta de conteúdos culturais e comerciais que podem ser adquiridos pelos usuários, de modo a fortalecer o mercado mundial e o capitalismo.

Paralelo a isso, a imperícia social vinculada ao déficit em letramento digital fomenta a perpetuação do impasse. Nesse viés, as instituições educacionais ainda não são eficazes na educação tecnológica, por não contarem com estrutura profissional e material voltado ao tema. Ademais, a formação de indivíduos vulneráveis possibilita a ação do mecanismo que pode transformar comportamentos, tornando-os passíveis de alienação. Essa conjuntura contraria o Estado proposto pelo filósofo John Locke – assegurador de liberdade -, gerando falsa sensação de autonomia e expondo internautas a um ambiente não transparente, em que decisões são previamente programadas por outrem.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante os Ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia, a criação de um plano educacional que vise a elucidar a população quanto aos riscos da navegação na rede e à necessidade de adaptação aos novos instrumentos digitais. Tal projeto deve ser instrumentalizado na oferta de aparelhos tecnológicos às escolas, para a promoção de palestras e aulas práticas sobre o uso da tecnologia, mediadas por técnicos e professores da área, objetivando a qualificação dos usuários e a prevenção de casos de manipulação de atitudes. Dessa maneira, o Brasil poderá garantir a liberdade de seus cidadãos e o Estado lockeano poderá ser consolidado.”

Texto 2

Este texto, escrito por Isabella Barros Castelo Branco, do Piauí. alcançou nota mil na prova no Enem de 2017, que teve como tema “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”.

“Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos deficientes auditivos brasileiros, os quais buscam ultrapassar as barreiras as quais os separam do direito à educação. Nesse contexto, não há dúvidas de que a formação educacional de surdos é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.

A Constituição cidadã de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos deficientes, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta não apenas da educação inclusiva, como também da preparação do número suficiente de professores especializados no cuidado com surdos não está presente em todo o território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.

Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse à permanência dos deficientes auditivos nas escolas. Tristemente, a existência da discriminação contra surdos é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras à formação educacional de surdos.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos. – uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador – a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral – por conseguinte – conscientizem-se. Desse modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.”

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

O que é preposição

Como o próprio nome diz, a preposição é uma palavra que vem antes de outra (pré + posição) e serve para ligar termos dentro de uma frase. Ela não varia, ou seja, não concorda com os termos a que se liga.

Preposições essenciais

As preposições essenciais são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Não precisamos decorar essas palavrinhas, basta entender sua função na frase.

Exemplos

Os investidores corriam contra o tempo.

O aluno compareceu perante a diretoria para se justificar.

Os alunos estudaram para a prova de inglês. 

Os amigos de José chegaram à festa. (a+a)

Maria falava com firmeza entre a multidão.

Preposições acidentais

Existem ainda as preposições acidentais, que não têm originalmente a função de preposição, mas que podem exercer essa função em alguns contextos.

Algumas preposições acidentais são: afora, como, conforme, durante, exceto, feito, mediante, segundo, fora, salvo.

Exemplos

Fora Maria, todos os alunos estavam presentes.

Fora é advérbio de lugar (Ex.: O caderno estava fora da mochila.), mas na frase Fora Maria, todos os alunos estavam presentes funciona como preposição, significando “com exceção de”.

Segundo o juiz, as provas foram suficientes.

Segundo é numeral (Ex.: Jorge ficou em segundo lugar no concurso.), mas na frase Segundo o juiz, as provas foram suficientes funciona como preposição, significando “de acordo com”.

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Como empregar corretamente o porquê

Uma das coisas mais simples da vida, mas que as pessoas costumam complicar, é o uso do porquê. Veja a seguir como seu uso se torna fácil a partir do entendimento dos seus significados.

Por que/Por quê

Por que (separado) introduz uma frase interrogativa. Significa a mesma coisa que “por qual motivo/razão” e pode ser substituído por pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais.

Por que você não veio ontem? 

Ou seja:

Por qual motivo você não veio ontem?

Por qual razão você não veio ontem?

Do mesmo modo:

Por que as pessoas ainda não entraram? 

Eu gostaria de saber por que você agiu assim. = … por qual motivo você agiu assim.

Só eu sei as esquinas por que passei. = … pelas quais passei.

Por quê (separado com acento) é o mesmo por que (separado) quando vem no fim da frase.

Você não foi à escola por quê?

Você não veio ontem por quê?

As pessoas ainda não entraram por quê?

Porque

Porque (junto) é usado para indicar causa, motivo, justificativa ou explicação.

Eu não fiz a atividade porque não tive tempo.

Será que Maria ficou triste porque eu não apareci na festa?

Eu gosto de morar em Petrópolis porque lá faz frio quase o ano inteiro.

Porquê

Porquê (junto e com acento) vem sempre acompanhado do artigo O e significa “o motivo, a razão”.

Cláudia não me disse o porquê de tamanha alegria. = o motivo de tamanha alegria.

Eu entendo os seus porquês, Maria. = as suas razões, os seus motivos.

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.

Alçada versus ossada

Muitas vezes já ouvimos frases como: 

Isso não faz parte da minha ossada. 

Isso não é da sua ossada

Ocorre que os falantes que dizem essas frases cometem a comum confusão entre ossada e alçada.

A palavra ossada significa “porção de ossos, ossaria”. 

Diferentemente, a palavra alçada significa “competência, conta, atribuição, jurisdição, autoridade, poder, poderio, supremacia, foro, instância, vara, campo, esfera, domínio, alcance, ação, âmbito. 

Portanto, as frases acima, reescritas/faladas com seu verdadeiro sentido, são: 

Isso não faz parte da minha alçada (=competência). 

Isso não é da sua alçada (=domínio).

Se este texto fez sentido para você, deixe um comentário e se inscreva para receber todas as atualizações deste blog.